WSL muda as regras de interferência para o WCT desta temporada

O livro de regras do Circuito Mundial de Surf 2020 surgiu com novidades, no que se diz respeito a interferências nesta temporada. Após a conturbada ação de Gabriel Medina durante o Pipe Masters, em dezembro do ano passado, quando o brasileiro forçou uma interferência sobre seu compatriota Caio Ibelli de uma forma a impedi-lo de pegar a onda, a WSL decidiu fazer mudanças.

A partir deste ano, as interferências serão penalizadas de forma diferentes. À princípio, se a interferência acontecer nos cinco minutos finais da bateria, a onda cortada será a melhor do atleta na bateria. Antes, a regra previa que a segunda melhor nota da disputa fosse zerada. Além disso, se a maioria dos juízes considerar que essa mesma interferência nos últimos minutos foi intencional, o surfista poderá até mesmo ser desqualificado da prova.

Estas alterações podem ser olhadas como uma evolução nas regras para melhorar o Circuito. Apesar de questionável, Gabriel Medina, na teoria, só se aproveitou de um buraco nas regras para se manter vivo na luta pelo título mundial em 2019, que acabaria perdendo para o compatriota Italo Ferreira.

Ainda existem muitas questões a serem levantadas quanto às interferências e recentemente uma revista australiana questionou o fato das leis não protegerem surfistas prejudicados por interferências em baterias de quatro surfistas, como acontece no WQS. O fato é que a nova regra ao menos deixa a competição mais limpa e justa dentro da água.

O Circuito Mundial de Surf 2020 terá seu calendário aberto a partir do dia 26 de março, em evento realizado em Gold Coast, na Austrália. O Brasil novamente está muito bem representado na temporada com nomes como Gabriel Medina, Italo Ferreira e Filipe Toledo encabeçando a “Brazilian Storm”.

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