É campeão! Gabriel Medina dá show, vence Etapa de Pipeline e conquista o bi mundial do Circuito

Gabriel Medina comemorou seu campeonato mundial nesta segunda-feira. Depois de um torneio irrepreensível em Pipeline, o residente de Maresias levou pela primeira vez o troféu da etapa havaiana para casa e de quebra conquistou o seu segundo título do Circuito Mundial de Surf.

Medina foi muito consistente em Pipeline. Sua menor nota somada na competição não foi menor que 13. O atleta ainda arrancou uma nota 10 dos juízes nas quartas de final contra o americano Conner Coffin, após pegar um lindo tubo nas ondas havaianas. A consagração e o troféu da etapa veio ao bater na decisão seu maior rival da temporada, o australiano Julian Wilson, por 18.34 a 16.70 nas notas.

“Estou muito feliz agora, não tenho palavras para descrever. Todo o trabalho duro, todos os anos e o tempo que minha família e eu pusemos neste título. Tudo valeu a pena. E ter isso acontecendo aqui, nas finais em Pipeline, com ondas bombando, é muito incrível”, disse Medina emocionado.

O residente de Maresias mostrou muita confiança na conquista e não deixou de elogiar Wilson. “Eu me senti bem durante todo este evento, surfando muito e me divertindo. Eu me senti relaxado e preparado. Eu estava pronto para isso. Foi uma grande final. O Julian é um competidor muito duro. Na final iria vencer quem fosse o melhor e eu e ele fizemos um “free surf”. Ele já havia ganho de mim antes aqui, e agora eu ganhei dele. O sentimento é muito bom”.

A vitória em Pipeline foi a terceira em 2018 de Gabriel Medina. O brasileiro já havia vencido no Taiti e no Ranch Pro, etapas que impulsionaram sua campanha da temporada rumo ao título. No total, o surfista somou 62,490 pontos, uma boa vantagem do vice-líder Julian Wilson, que terminou com 57,585.

Trajetória do campeão

A trajetória de Gabriel Medina no Circuito Mundial de Surf 2018 pode ser separada em dois momentos: o primeiro semestre mediano e o segundo semestre espetacular.

O ano não começou de uma maneira muito satisfatória ao brasileiro. A queda na terceira rodada em Gold Coast foi o pior resultado da temporada. Já segunda etapa do ano, em Bells Beach, uma boa recuperação ao chegar às semifinais.

Mas a instabilidade continuou à Medina nos eventos seguintes. As quedas nas quartas de finais do Rio de Janeiro, Uluwatu e Jeffreys Bay, juntada à nona colocação em Bali, tirou o favoritismo do brasileiro ao título do WCT.

Não é todo mundo que imaginaria que a “chavinha virada” pelo surfista no segundo semestre o faria entrar novamente na história do surf. As últimas cinco etapas, que aconteceram à partir de agosto, impulsionaram Medina ao bi.

Começando pela Etapa do Taiti, onde conquistou sua primeira vitória no ano. O resultado positivo deu confiança ao brasileiro, que emendou outro primeiro lugar logo na sequência, no torneio inédito do Surf Ranch. As duas vitórias colocaram Medina novamente na briga pelo título do Circuito.

A liderança do WCT chegou logo na sequência em Hossegor, ao chegar na semifinal e ver Filipe Toledo, até então o líder daquele momento, cair precocemente na etapa. À partir daí, Medina não saiu mais do topo. A terceira colocação em Peniche, fez o residente de Maresias chegar em Pipeline com a possibilidade de ser campeão do mundo sem depender de ninguém, apenas chegando na final do evento. E ele conseguiu muito mais!

Brazilian Storm domina o Circuito

O Brasil teve um ano esplendoroso na elite do surf. Os surfistas brasileiros mostraram força no Circuito, vencendo nove de 11 etapas no ano. Além dos três títulos de Medina (Taiti, Surf Ranch e Pipeline), Italo Ferreira também conquistou três troféus (Bells Beach, Keramas e Portugal), Filipe Toledo venceu dois (Rio de Janeiro e Jeffreys Bay) e Willian Cardoso um (Uluwatu) – o australiano Julian Wilson foi o vencedor das outras duas etapas restantes (Gold Coast e Hossegor).

Brasileiros garantidos no Circuito de 2019

O Brasil garantiu sete surfistas entre o Top 22 do Circuito Mundial de Surf 2018: Gabriel Medina, Filipe Toledo, Italo Ferreira, Willian Cardoso, Michael Rodrigues, Adriano de Souza e Yago Dora.

Já Tomas Hermes (27º) e Ian Gouveia (33º) infelizmente não conseguiram a permanência na elite mundial. Junta-se aos atletas, Caio Ibelli, que disputou apenas três etapas na temporada devido a uma lesão. Porém, o surfista ainda tem a esperança de receber um Wild Card para 2019.

Do qualificatório, mais quatro novos atletas vão se juntar à “Brazilian Storm”: Peterson Crisanto, Jesse Mendes, Deivid Silva e Jadson Andre ficaram entre os 13 melhores do WQS e vão disputar o WCT em 2019.

Top 22 do Circuito Mundial de Surf 2018

1 Gabriel Medina (BRA) 62.490
2 Julian Wilson (AUS) 57.585
3 Filipe Toledo (BRA) 51.450
4 Italo Ferreira (BRA) 43.070
5 Jordy Smith (AFR) 36.440
6 Owen Wright (AUS) 35.570
7 Conner Coffin (EUA) 32.715
8 Michel Bourez (PLF) 32.395
9 Wade Carmichael (AUS) 31.915
10 Kanoa Igarashi (JAP) 30.520
11 Kolohe Andino (EUA) 27.600
12 Mikey Wright (AUS) 27.275
13 Willian Cardoso (BRA) 27.190
14 Sebastian Zietz (HAV) 26.850
15 Michael Rodrigues (BRA) 25.215
16 Jeremy Flores (FRA) 24.520
17 Adrian Buchan (AUS) 23.945
18 Griffin Colapinto (EUA) 23.275
19 Adriano de Souza (BRA) 22.925
20 Ezekiel Lau (HAV) 22.820
21 Yago Dora (BRA) 22.725
22 Joan Duru (FRA) 21.255

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