Arquipélago dos Alcatrazes é um paraíso da natureza há apenas 45 km da costa de São Sebastião

Situado a cerca de 45 km da costa de São Sebastião, o Arquipélago dos Alcatrazes é considerado um importante refúgio de vida marítima, tanto debaixo d’água quanto na superfície. Abrigo de espécies raras e ameaçadas de extinção, como as jararacas-de-alcatrazes e as pererecas-de-alcatrazes, o local é a segunda maior unidade de conservação marinha do Brasil.

Dono de 67 mil hectares e 13 ilhas, o arquipélago é caracterizado por áreas de Mata Atlântica e campos rupestres, com presença de espécies endêmicas como o antúrio e uma begônia. A ilha principal, que tem 2,5 km de ponta a ponta e uma montanha de pedra nua de 300 metros de altura no centro e é visível no horizonte de várias praias do litoral norte, foi ponto de orientação de rotas aos navegadores desde os primórdios da colonização brasileira.

Ao longo do tempo, Alcatrazes foi usada como zona militar para treino de tiro de guerra e até mesmo “cobaia” de treinamentos de obuses, que eram disparadas contra as paredes rochosas da costa nordeste da ilha. Ainda hoje, ocorrem práticas de tiros pela Marinha brasileira, mas apenas na pequena Ilha da Sapata, que fica a 3,5 km da principal.

O Arquipélago dos Alcatrazes é um abrigo para as tartarugas marinhas (Foto: Divulgação)

A Ilha Sapata é a única não protegida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio, a Estação Ecológica Federal que hoje administra a área. A instituição passou a ser responsável pelo Arquipélago dos Alcatrazes, após um decreto assinado em agosto de 2016 pelo governo federal, tornando a região em um Refúgio de Vida Silvestre (REVIS).

Nada mais justo, visto que a área abriga uma grande biodiversidade de animais. Além dos bichos em extinção já citados no início de texto, o arquipélago é habitat das maiores ninhais do país de fragatas, atobás e gaivotões. O local ainda é o principal abrigo de tartarugas marinhas, além de ter intensa ocorrência de baleias e golfinhos – 13 espécies dos mamíferos já foram registradas. Também é possível encontrar cerca de 260 espécies de peixes.

Para apreciar toda essa natureza, o ICMBio permite visitas embarcadas (flutuação com snorkel) e mergulho autônomo (mergulho com cilindro) para turistas desde o final de 2018.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *